Agora! Homem faz funcionário de hotel refém e pede a saída da presidenta Dilma e a extradição de Cesare Battisti

Por: William Junior, em 29 /09 /2014, ás15h14

Policiais civis encontraram três cartas de despedida na casa do homem que fez um mensageiro refém em um hotel no centro da capital federal na manhã desta segunda-feira (28). De acordo com o delegado Paulo Henrique Almeida, da Divisão de Comunicação da Polícia Civil do DF, ele pede desculpa à mãe e aos tios, se diz “desesperado” com o atual “cenário político” e fala que “essa tempestade vai passar”. O homem mora em Palmas (TO).

hotel

Ainda segundo o delegado, o homem pede a extradição de Cesare Battisti e a aplicação efetiva da Lei da Ficha Limpa. As cartas teriam sido escritas no dia 26. O homem veio para o DF no próprio carro, e o automóvel foi apreendido para perícia.

“Aparentemente a escolha do hotel foi aleatória”, disse o delegado. “Ele agora está irredutível, não quer negociar.”

O hotel Saint Peter, no centro de Brasília, foi esvaziado no início da manhã desta segunda-feira (29) depois que um homem algemou um funcionário e o vestiu com um colete supostamente com dinamites. De acordo com testemunhas, ele fez o check-in por volta das 8h30. Às 8h40, subiu para o 13º andar e bateu de quarto em quarto mandando os hóspedes descerem e informando que se tratava de uma ação terrorista.

A Polícia Civil informou que atiradores de elite foram posicionados e aguardam autorização para disparar contra o homem. A corporação não quis informar o número de atiradores ou o total de policiais envolvidos na operação.

O  funcionário teve um colete supostamente com dinamite envolvido ao corpo. “Temos 98% de certeza de que são explosivos”, disse o delegado Paulo Henrique Almeida. Nas imagens do refém, é possível ver que o colete tem uma fileira de objetos cilíndricos. Se for mesmo dinamite, a carga tem capacidade para danificar a estrutura do hotel, segundo a polícia.

“Ele nos deu um prazo para atender as exigências dele – saída da Dilma, extradição de Cesare Battisti e aplicação efetiva da Lei da Ficha Limpa – e esse prazo está acabando. Ele disse que vai explodir, caso não o atendamos.” Almeida afirmou que não vai dizer qual é o prazo dado pelo sequestrador, mas informou que é inferior a seis horas.

De acordo com testemunhas, o sequestrador fez o check-in por volta das 8h30. Às 8h40, subiu para o 13º andar e bateu de quarto em quarto mandando os hóspedes descerem e informando que se tratava de uma ação terrorista.

Um publicitário de Ribeirão Preto (SP) que está no DF a trabalho conta que foi abordado pelo homem às 8h40. “Ele bateu na porta do meu quarto e mandou juntar todas as coisas e descer. Estava armado e com o mensageiro já algemado, cheio de bombas no corpo”, diz.

Segundo o publicitário, que não quis se identificar, o homem passou em todos os quartos mandandos os hóspedes descerem. O publicitário desconfiou que fosse um assalto. “Depois, enquanto eu terminava de juntar as coisas, ele voltou no meu quarto e disse que não era roubo nem nada, era terrorismo. Que ele não estava brincando.”

Do G1

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