IFMA confirma corte de 38% de verbas do governo federal para 2019

Por: William Junior, em 06 /05 /2019, ás09h48

Dados obtidos pelo G1 Maranhão indicam que o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) terá corte de 38% no orçamento previsto para 2019, sendo 30% relacionados a programas e ações do instituto. O percentual representa aproximadamente R$ 28 milhões a menos no orçamento.

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O IFMA confirmou que o corte terá impacto de funcionamento – como nos contratos de fornecimento de água, energia, internet e vigilância – e também vai prejudicar as atividades planejadas de ensino, pesquisa e extensão em 29 campi e seis centros de referência no estado.

Na última terça (30), o Ministério da Educação anunciou o bloqueio da dotação orçamentária de 30% para todas as instituições. A informação foi dada à TV Globo por Arnaldo Barbosa de Lima Junior, secretário de Educação Superior do MEC. Segundo ele, trata-se de um “bloqueio” que foi feito “de forma preventiva” e “só sobre o segundo semestre”.

Apesar de ter dito que o bloqueio foi feito “de forma isonômica” para todas as universidades e institutos, Lima afirmou que está “estudando alguns parâmetros” para definir quais delas seriam “premiadas” com uma “redução menor do que as outras” ao longo do ano, “mas com ênfase no segundo semestre”.

Segundo ele, o primeiro parâmetro é o “desempenho acadêmico e seu impacto no mercado de trabalho”, seguido da governança das universidades. “A gente quer que elas tenham um sustentabilidade financeira”, explicou o secretário. O terceiro parâmetro é a inovação gerada para a economia.

O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE), seção Monte Castelo, declarou que o corte tende a seguir um projeto de privatização e depreciação do ensino público.

“O instituto, com toda a falta de recurso, mas ainda assim, dentro do sistema público, é uma estrutura que tem um bom ‘know how’ dentro do povo brasileiro e foi ranqueado como uma escola de nível muito bom. Então você retirar recursos de onde se faz necessário mais recursos, você está depreciando mais ainda o sistema público”, afirmou Ramon Zapata, um dos diretores do SINASEFE. Do G1 MA

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