Jojoh Fersan em: A música gospel é manifestação cultural?

Por: William Junior, em 27 /01 /2017, ás06h56

Colunista Jojoh Fersan

Por: Jojoh Fersan

“Cada qual no seu quadrado”, expressão do movimento Funk, que significa “cada um na sua área”. Na cultura pós-moderna, essa expressão não delimita de forma alguma a atuação de um movimento musical, visto que o mercado encontra consumo que não diferencia o nicho que tal tendência quer atingir.

A produção musical no início, visa um mercado específico, mas a forma como se difunde o produto final tem um alcance maior do que se estima.

Além de bons artistas e excelentes produções que logo são veiculadas através das redes midiáticas pelas chamadas “Igrejas Eletrônicas” dos grupos religiosos denominados neopentecostais e também os católico-romanos.

A música gospel faz parte das novas atitudes e condutas evangélicas geradas na esfera das mudanças culturais e religiosas que marcam a pós-modernidade. Porém, há seguimentos que contestam esse argumento, defendendo que a música gospel não se enquadra aí, pelo fato de ser música produzida pra louvar e que portanto não deveria ser comercializada da forma que a mídia usa.

Considerando que uma manifestação cultural retrata a identidade de um povo marcada pelos seus modos, costumes e história numa representação em música, artes cênicas ou qualquer outro tipo de expressão artística, que venha a passar uma mensagem social à própria comunidade e/ou fora dela. Nesse caso, a música gospel é apresentada apenas como mais um produto, que em alguns casos, no seu conteúdo não traz nada que remeta a uma passagem bíblica evangelizadora e que só pra seguir modismos surgem centenas de cantores ou cantoras que copiam ou parodiam gêneros e estilos musicais em seu contexto, com intenção comercial!

Manifestação cultural como música, não visa exploração de mercado comercial, visa apenas difundir, revelar a tradição e a identidade também folclórica, histórica e patrimônio de um povo em sua evolução.

Tendo consciência desse patrimônio, devemos de valorizar, defender e preservar para que não percamos com as influências externas os nossos valores e tradições culturais.

Muitas das tradições culturais vieram da religiosidade de um povo e que com todo tipo de influencia perdem o seu aspecto, suas características através da folclorização só pra atender determinado mercado de consumo.

A cultura religiosa está ligada tem relação direta com o louvor à Deus, e não com o que o aparelho midiático entende como religiosidade.

Assim como eu, particularmente não aceito e nem entendo como outros estilos musicais são considerados vertente cultural, acho que ainda há muito a se discutir, sobre o tema visto que, o músico gospel, segundo alguns pastores, não pode exercer a profissão de músico, se não for, apenas pra tocar música “pseudo” gospel.

E o médico, o cabelereiro, o engenheiro, o pecador? Só devem atender ao à clientela evangélica?

Então, abro esse fórum: A Música Gospel é Manifestação Cultural? O que você acha?

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