Lançamento da Rede Nacional de Autodefensoria contra o Capacitismo e em favor da Educação Inclusiva

Lançamento da Rede Nacional de Autodefensoria contra o Capacitismo e em favor da Educação Inclusiva

Nos últimos dias 22 e 23 de maio de 2024, aconteceu en Brasilia-DF, o Seminário de Lançamento da Rede Nacional de Autodefensoria contra o Capacitismo e em favor da Educação Inclusiva que foi promovido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI), do Ministério da Educação (MEC).

Algumas entidades foram convidadas e indicaram Autodefensores para participarem da referida Rede. Mais especificamente, Pessoas com Deficiência: sindrome de Down, deficiência intelectual e autismo, das cinco regiões do País. Visando a dignidade humana. Foram debatidos principios e diretrizes, bem como elaborado um plano de ações de enfretamento ao Capacitismo e em defesa da Educação Inclusiva.

Um dos autodefensores indicados pela ABRAÇA(Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas Autistas), representando a região nordeste foi, David Morais, da região do Vale do Pindaré no Maranhão. Um autista adulto no qual falou da importância da sua participação na Rede de Autofensoria: Foi muito importante participar na condição de autodefensor e representar de forma coletiva a luta anticapacitista em defesa da educação inclusiva.

Agradeço à ABRAÇA na pessoa da nossa presidenta Jéssica Borges por me confiar tamanha responsabilidade de luta pela inclusão. Dessa forma, estou mais revigorado e Continuarei resistente na luta coletiva anticapacitista e antirracista.

O diretor de Politicas de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva do MEC, Alexandre Mapurunga, explicou que a autodefensoria é uma tecnologia social criada por movimentos de pessoas com deficiência (PCDs) que assegura a escuta e participação ativa desses cidadãos nos assuntos que lhes dizem respeito. Agora, será incorporada ao Estado. Sou uma pessoa autista e sei que nossa luta é sempre marcada pelo descrédito. Muitas vezes, quem fala por nós são terapeutas, familiares… Essa Rede vai assegurar que a gente tenha pessoas com deficiência discutindo suas próprias experiências e relatando como a escola comum foi importante para seu exercício da cidadania. A ideia é conectar o que está nas leis com nossa vida e a realidade das escolas, com apoio do MEC e de organizações que lutam pela educação inclusiva hà anos, em todo o País”, disse.

William Junior

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