Por Jojoh Fersan: Antes de falarmos de flores

Por: William Junior, em 21 /09 /2017, ás18h23

ANTES DE FALARMOS DE FLORES

Colunista Jojoh Fersan

Autor: Jojoh Fersan  em 21.09.2017

Às vezes é melhor falar de flores, ou é sempre melhor falar de flores. “Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou…”*  e o tempo é implacável, porém o tempo dá a sabedoria necessária para você saber aproveitar sabiamente o próprio tempo. Da filosofia à bruta realidade, os dias estão passando e, você não se lembra mais daquela cantiga de roda, das brincadeiras fora da tela do computador ou do smartfone. Você não se lembra mais de como era que surgiam aquelas canções que até hoje, parecem ser de hoje, parecem e são eternas, porque têm sentido, têm noção, têm conteúdo musical e literário. Não são coisas estúpidas que foram criadas para tolos youtubers e, que fazem sucesso durante apenas uma semana e depois caem no esquecimento mas que até aí, já foi tempo suficiente para um grande estrago num intelecto em formação que acredita que aquilo é que é legal, é bom.

 

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã, mais uma vez…”** e com isso, sempre ouviremos aquelas canções que são canções, apreciaremos aquela bela pintura, ou leremos um bom livro que não seja apenas por causa daquele filme que tá em cartaz, até assistiremos à televisão sem que ela seja necessariamente “O Teatro dos Vampiros”. Porque a arte vem e fica, ela não passa, ela constrói, ela forma bons conceitos até para que não haja “pré-conceitos, ou preconceitos”. A arte e a Cultura podem sobreviver, sim sobreviver, se quem dela vive ou cuida, não se curvar à estupidez ou ao oportunismo de quem tem a posse.

 

Não pensem vocês que na exploração da Arte e da Cultura, não haja desvio de verbas como ocorrem em outras políticas públicas. Quando em alguns raros casos, o poder público investe em Arte e Cultura, em cerca de 99,9% dos casos, existe um faturamento ilícito. Um Caixa Dois ou Fundo de Reserva, está sendo feito em benefício de algum ou alguns que nada tem haver com a Arte e a Cultura.

E o mendigo, sim é como chamo o artista ou produtor cultural que vive com o prato na porta dos gabinetes pedindo um favor (favor?) para a autoridade que tem a obrigação e dever de fazer esse investimento e que na maioria das vezes diz NÃO!

Então, antes de “Celebrar a estupidez humana”*, antes das flores, reguemos esse cruel canteiro com a verdade que, infelizmente não tem raízes.

 

Obras citadas: * Tempo Perdido; O Teatro dos Vampiros; Perfeição (Renato Russo)

** Mais Uma Vez (Flávio Venturini)

 

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