Caema deixa milhares de pessoas sem água em Pindaré Mirim

Por: William Junior, em 18 /08 /2017, ás08h58

O problema da falta de abastecimento de água no município de Pindaré Mirim vem trazendo muita indignação por parte dos moradores que contribuem mensalmente para ter a água nas torneiras. A situação têm se agravado nas últimas semanas e as reclamações da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) são constantes. A suspensão acontece sem aviso prévio aos pindareenses, que estão tendo que acordar de madrugada para poder armazenar a água para as necessidades do dia.

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No dia 08 de agosto, o Portal Pindaré entrou em contato com a Caema que enviou uma nota.  “A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) informa que nesta quarta-feira (9), a gerência regional da área estará na cidade de Pindaré Mirim para avaliar a situação e realizar manobras efetivas que resolvam o desabastecimento na localidade, o mais breve possível.”

Já na manhã da última quarta-feira(16), o centro da cidade e bairros próximos amanheceram sem água nas torneiras. O problema seguiu até o final da tarde de quinta-feira. Em algumas residências, foram mais de 24 horas sem o abastecimento de água. Na manhã desta sexta-feira(18), algumas residências a água só chega nas torneiras baixas.

O Portal Pindaré entrou em contato mais uma vez com a Caema que em nota informou que “A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA) informa que o problema é decorrente de um vazamento na adutora. A equipe está fazendo os reparos necessários e nesta sexta-feira (18), o abastecimento será normalizado.”

Ação do Ministério Público

No dia 11 de outubro de 2016, o Ministério Público do Maranhão (MPMA) ajuizou Ação Civil Pública (ACP) contra a Caema para tentar obrigar a empresa a regularizar o fornecimento do produto aos moradores, devido à frequente falta d’água nos domicílios de Pindaré Mirim. O promotor de justiça Cláudio Borges dos Santos classificou, na ação, a situação de “lamentável”, pois a companhia não investe na manutenção ou expansão dos equipamentos de captação e armazenamento de águas, apresentando, em pleno século XXI, uma estrutura arcaica e ineficiente.

O MPMA pediu ao Poder Judiciário a concessão de medida liminar para obrigar a Caema a restabelecer na época, no prazo de 48 horas, o fornecimento regular e contínuo de água aos consumidores, além de evitar futuras interrupções. Também foi pedido que a empresa forneça, no prazo de 24 horas, suprimento de água por meio de caminhões-pipa. Caso estas medidas não fossem cumpridas, o Ministério Público pediu a aplicação de multa diária de R$ 20 mil.

Com o objetivo de regularizar o abastecimento, a Promotoria pediu ainda na época a condenação da empresa para perfurar mais dois poços tubulares em Pindaré Mirim.

 

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