Por Jojoh Fersan: Engenho Central – É fato ou foto?

Por: William Junior, em 31 /10 /2016, ás08h19

Por Jojoh Fersan  31/10/2016

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É fato, o Engenho Central precisar de reformas urgentes! É fato, ser montado uma Engenhoca de Interesses Vulgares! É fato, pessoas que nunca fizeram um trabalho de cunho sócio cultural, quererem ser favorecidos pelo resultado da tão esperada e ilusória reforma! (Só acredito vendo, e nem sou São Tomé!)  É fato, o órgão IPHAN servir de manobra legislativa ao bem querer de quem em poder. É “phato?’, a superintende do IPHAN no estado, só querer flashes e ser o centro das atenções em muitas cenas montadas em audições públicas teatrais sobre o Engenho de São Pedro! É fato, aquele ou aquela fulano(a) se dizer, vamos fazer uma campanha, vamos fazer uma manifestação, vamos fazer uma associação, vamos fazer um grupo de whatsapp ou qualquer outra rede social, para nós discutirmos as utilidades do Engenho de Tolos. É fato, alguns, já discutirem o gerenciamento, ou a gestão do Velho Engenho por velhas cobras!

E a cultura? Como ela vai ser beneficiada? Cadê o Engenho da Cultura? Cadê o Engenho Central? Cadê a REFORMA????

A Cultura do Vale do Pindaré começa quando cada maço de cana de açúcar é moído e extraída a  garapa da vida de tantos outros escravos pelo bem de uma empresa. E os escravos da cultura de hoje também trabalham sem receberem ou colherem o ônus de um grande e honrado serviço para as suas comunidades.

Ao Engenho, restam seus tijolos corroídos pelo tempo, assim como também está corroída a cultura do Pindaré, corroída pelo tempo, corroída por uma cultura estúpida dos paredões, corroída pela desonestidade de muitos gestores, corroída pela ignorância, pelo desconhecimento da cultura de um povo, corroída pela falta de compromisso de muitos gestores e pela sandice de outrem, corroída pela falta de noção com que se vendem ou não se valorizam jovens usuários da cultura local.

Porém, há muito a se fazer e pode, e deve ser feito pelo resgate da Cultura via Engenho Central, porque na verdade ali sim, agora, nesses dias, nada mais justo, do que transformá-lo sim num Engenho de Flores (parodiando Josias Sobrinho, do Cajari), Flores da Cultura, um Engenho da Cultura onde resgataremos não só a cultura, mas também a vida de muitos jovens que enveredam por caminhos errados por falta de oportunidade,  e, resgatar também valores esquecidos da cultura do Pindaré.

Que a fumaça da chaminé do engenho volte a ser vista como prova de que como a fênix, a nossa cultura, renasce da cinzas e irá alcançar os mais distantes lugares de toda a nossa região

E o engenho não é só do Pindaré, mas de todo o Vale do Pindaré, onde dorme a cultura do Maranhão!

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