Brasil é um dos países com maior número de roubos pela internet

Por: William Junior, em 03 /07 /2014, ás04h02

Empresas especializadas em defender computadores alertam: o Brasil é um dos países onde mais se registram ataques pela internet para roubar informações financeiras.

roubo na internet

Para os especialistas, é a falta de informação que torna milhares de internautas brasileiros vítimas do roubo de dados confidenciais de contas de banco e cartões de crédito.

O e-mail dito “urgente” pode abrir a porta para um programa mal intencionado, um vírus, capaz de copiar senhas, informações de cartão de crédito. Esse é o caminho usado por uma quadrilha de golpes online, a chamada “gangue do boleto”, que opera dos Estados Unidos e já mandou e-mails para brasileiros com um “clique aqui”.

192 mil computadores de vários países foram contaminados e passaram a ser monitorados pelos hackers à distância.

O golpe funciona assim: quando o cliente acessa a conta bancária para pagar um boleto e tecla o número do código de barras, o vírus detecta o que está sendo digitado.

Em seguida, troca alguns dos números do boleto, que indicam a conta corrente de quem deveria receber o pagamento. A vítima não percebe e confirma o pagamento. Só que o dinheiro vai parar na conta da quadrilha.

O Brasil é considerado um dos principais alvos desse tipo de golpe porque a quantidade de operações bancárias online cresce significativamente: em média, 23% ao ano.

Em um levantamento feito entre abril e maio deste ano, Brasil, Rússia e Itália foram os países mais atacados por vírus em todo o mundo.

Em apenas um mês, a empresa de segurança responsável pelo estudo diz que mais de 300 mil pessoas sofreram ataques para roubar dinheiro online. E, em todos esses casos, os vírus são de origem brasileira.

Para o diretor da empresa no país, os clientes de bancos ainda precisam aprender a lidar com a segurança na internet.

“Dá e temos que nos proteger porque o dinheiro está vindo para plataforma móvel, para os nossos telefones e tablets. Os bancos estão liberando cada vez mais dispositivos de pagamento através do telefone celular. E se o dinheiro está vindo pra o telefone móvel, o criminoso vai atrás”, diz Cláudio Martinelli, diretor geral da Kaspersky Lab para o Brasil. Jornal da Globo

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